“Se você quer a verdade, é mais fácil chegar a ela por intermédio de um jornal do que em qualquer outra instituição”
A frase do jornalista Gay Talese, na entrevista em que falou sobre o jornalismo, a era Obama e a nova edição do livro A Mulher do Próximo, lançada recentemente nos Estados Unidos, não é a única que tem indícios de polêmica. Sobre a obra, o escritor afirmou que é um historiador de pessoas que não têm história registrada em público, usando o exemplo de que os personagens que o interessam não são facilmete encontrados no Google. “Não uso a internet, não me interessa a tecnologia. Trabalho basicamente como há 50 anos”, revelou.
Talese defendeu ainda o trabalho diário dos jornalistas na apuração dos fatos. “O custo de obter a notícia – de forma correta, não só em primeira mão, mas de maneira correta – deve ser a maior prioridade”, ponderou. E completou, referindo-se ao New York Times, onde trabalhou. “Acho que a nova geração que assumiu o jornal nos anos 90, no limiar da revolução tecnológica, amadureceu sob o impacto da tecnologia e fez um erro calculado de oferecer notícias de graça”. Mesmo assim, acredita que o jornal está melhor agora do que quando saiu da redação, em 1965 por causa da linguagem e do vocabulário que os jornalistas utilizam atualmente. Mas, como não poderia deixar de ser, fez críticas ao modelo atual adotado pelo jornal. “Se eu fosse o editor, cortava a redação de Washington pela metade e distribuía os repórteres pelo país”, afirmou.
Respondendo ao blog sobre o porquê ainda precisamos de jornais foi categórico. “Porque no prédio de qualquer redação de um jornal respeitável, a qualquer momento, há menos mentirosos por metro quadrado do que em qualquer outro prédio. Há mentirosos nos jornais também, mas em menor número. Nos prédios do governo, nas escolas, instituições científicas, estádios de esporte, nas fábricas, a mentira circula num grau mais alto”.
Marlise disse,
28/06/2009 às 12:51
OK, observações e nota na prova.